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http://www.bombeirosdeportugal.pt/noticia/acidente-em-macedo-marca-verao-sem-fogos=294
25/07/2014 15:04:21
Num verão que se tem mostrado relativamente calmo para os bombeiros portugueses, o acidente que envolveu este mês uma das equipas dos voluntários de Mirando do Douro acabou por marcar pela negativa o início da Fase Charlie. O acidente está a ser investigado peça ANPC e a Liga já veio exigir “brevidade” nas conclusões.
Perante os factos ocorridos no incêndio florestal de 16 de julho em Macedo de Cavaleiros, a Liga dos Bombeiros Portugueses veio a publico afirmar de forma “clara, inequívoca e perentória” a sua total confiança na Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Miranda do Douro, no seu comando e corpo ativo, tornando também extensível esta confiança pelo “bom trabalho produzido” por todas as associações e corpos de bombeiros do distrito de Bragança, incluindo a federação distrital de bombeiros. Depois de terem circulado informações de que a equipa de Miranda do Douro terá agido de forma “menos responsável”, Jaime Marta Soares veio a público em socorro dos bombeiros do distrito sublinhado que até ao fim do inquérito ninguém deve “especular” sobre o acidente, “respeitando” assim os bombeiros que ficaram feridos nesta ocorrência.
O acidente aconteceu no passado dia 16 de julho, quando um grupo de Miranda do Douro foi apanhado pelas chamas. A Viatura em que seguiam ficou carbonizada. Deste acidente resultaram quatro feridos, um dos quais grave. O incêndio florestal deflagrou às 12.40 horas, na zona de Cortiços, em Macedo de Cavaleiros, no distrito de Bragança. O fogo chegou a ter duas frentes ativas e envolveu durante a tarde sete meios aéreos e 140 operacionais de várias corporações de bombeiros, apoiados por 38 viaturas.
Os quatros bombeiros envolvidos no acidente pertencem todos à corporação de Miranda do Douro e ficaram feridos quando a viatura de combate em que seguiam foi apanhada pelas chamas. As primeiras informações dão conta de que ao fugirem, um dos bombeiros caiu, os restantes foram socorre-lo e acabaram por ficar todos feridos. Nuno Magalhães é o ferido mais grave deste acidente. O bombeiro de 32 ano, que tem 50 por cento do corpo queimado e uma fraturou da tíbia, continua internado no Hospital da Prelada com prognóstico reservado.
Rita Martins, de 23 anos, Frederico Monteiro de 19 e António Macedo de 30 anos também ficaram feridos mas já tiveram alta hospitalar.
Na sequência deste acidente, a ANPC abriu um inquérito. Até estar concluído, e alegando que é preciso “resguardar” os bombeiros da associação, a Autoridade determinou que os bombeiros de Miranda do Douro não podem integrar o GRIF de Bragança. Mais, só devem atuar na sua zona de intervenção e podem fazer a triangulação entre Miranda, Mogadouro e Vimioso.
Comandante recusa responsabilidade
Luis Martins, comandante dos Bombeiros Voluntários de Miranda do Douro diz-se “chocado” com as críticas que têm sido feitas aos seus homens. “A nossa equipa ia na frente do grupo e por isso fomos nós os atingidos. Isto aconteceria com qualquer outra corporação já que o responsável do grupo não cumpriu as regras. Não foi feito reconhecimento do terreno nem foram apontados os caminhos de fuga”, denuncia ao ‘Bombeiros de Portugal’ o responsável operacional que garante o “profissionalismo” dos bombeiros que comanda. No dia do acidente, Luis Martins conta que ligou ao CODIS de Bragança dando conta do estado de espírito dos seus homens. “Disse-lhe que depois daquilo que já nos tinha acontecido o ano passado, e perante mais um acidente, estava disponível a ficar apenas com uma das duas ECIN que temos este ano. Ele aceitou e esta é que é a verdade. Até ao final de julho faremos a triangulação e não seremos chamados ao GRIF. Não se trata de uma imposição mas antes de um acordo em nome da estabilidade dos nossos bombeiros”, esclarece Luis Martins que em forma de lamento diz que o responsável do grupo também devia ser “afastado” das suas funções até à “conclusão do processo de inquérito”.
Quarto melhor ano da década
Do dia um de janeiro até ao dia 15 de julho, a ANPC registou 3935 ocorrência, um terço da média dos últimos dez anos. Em matéria de área ardida, os incêndios consumiram até ao momento cerca de sete mil hectares, contra os cerca de 20 mil registados em período homólogo de 2013. Presente na habitual reunião do CCON, realizada no passado dia 22 de julho, o ministro da Administração Interna revelou que este é o quarto melhor ano da última década em termos de área ardida, até ao momento.
Miguel Macedo admite que as condições meteorológicas têm sido “favoráveis” ao dispositivo de combate, ressalvando contudo que as previsões climatéricas para os próximos tempos indicam que as temperaturas vão aumentar, prevendo-se por isso uma subida do número de ignições.
Sandra Ferreira
| 22/09/2013
Um dos bombeiros de Penalva do Castelo que ficou ferido domingo à tarde no incêndio de Povolide, no concelho de Viseu, sofreu queimaduras de 2º e 3º grau, tendo sido transferido de helicóptero do centro hospital Tondela-Viseu para o Coimbra.
Com a mudança do vento, a viatura foi apanhada pelas chamas e ardeu por completo. De acordo com fonte dos bombeiros, uma das vítimas, com cerca de 30 anos, sofreu queimaduras graves em pelo menos 40% do corpo.
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Outros dois voluntários da mesma corporação também ficaram ligeiramente feridos, tendo sido transportados para o hospital de Viseu, de onde já tiveram alta.
"Foi mais o choque", contou ao JN o presidente da direção dos voluntários de Penalva do Castelo, José Albuquerque, que se deslocou ao hospital para acompanhar os homens.