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Rádio Cardal - 87.6 Fm

03 Setembro 2003 - 08:47
Incêndio em Pombal causou maiores danos para a saúde pública do que uma co-incineração

Ambientalistas e médicos dizem que não é caso para alarme.

O incêndio ocorrido ontem na fábrica de reciclagem de resíduos perigosos em Pombal, causou maiores danos para a saúde pública do que os previstos para as operações de co-incineração.
A comparação é feita por um médico de saúde pública do Instituto de Ciências Bio-médicas Abel Salazar.
Também Henrique de Barros, elemento da Comissão Ciêntífica Independente que estudou os efeitos da co-incineração na saúde pública, referiu não haver motivos para alarme mas é da opinião de que a queima de solventes a céu aberto ocorrida ontem em Pombal, é mais perigosa do que as operações de queima em cimenteiras.
Henrique de Barros diz que o incêndio provocou uma queima incontrolada de resíduos indústrias perigosos, já que as temperaturas muito variáveis que o incêndio provocou deram lugar à libertação maciça de poluentes organicamente persistentes, que vão sobretudo afectar as zonas mais próximas.
A associação ambientalista Quercus, chamou a atenção para o impacto deste incêndio na gestão dos resíduos perigosos em Portugal.
A empresa Ecosocer, única unidade que fazia a reciclagem dos solventes ficou destruída, o que leva a um aumento da exportação destes resíduos, que em Portugal são produzidos à média de 28 mil toneladas /ano, quase um quarto deles eram reciclados na fábrica que ontem foi devorada pela chamas.