Ambientalistas e médicos dizem que não é caso para
alarme.
O incêndio ocorrido ontem na fábrica de reciclagem de resíduos perigosos em
Pombal, causou maiores danos para a saúde pública do que os previstos para as
operações de co-incineração.
A comparação é feita por um médico de saúde
pública do Instituto de Ciências Bio-médicas Abel Salazar.
Também Henrique de
Barros, elemento da Comissão Ciêntífica Independente que estudou os efeitos da
co-incineração na saúde pública, referiu não haver motivos para alarme mas é da
opinião de que a queima de solventes a céu aberto ocorrida ontem em Pombal, é
mais perigosa do que as operações de queima em cimenteiras.
Henrique de
Barros diz que o incêndio provocou uma queima incontrolada de resíduos
indústrias perigosos, já que as temperaturas muito variáveis que o incêndio
provocou deram lugar à libertação maciça de poluentes organicamente
persistentes, que vão sobretudo afectar as zonas mais próximas.
A associação
ambientalista Quercus, chamou a atenção para o impacto deste incêndio na gestão
dos resíduos perigosos em Portugal.
A empresa Ecosocer, única unidade que
fazia a reciclagem dos solventes ficou destruída, o que leva a um aumento da
exportação destes resíduos, que em Portugal são produzidos à média de 28 mil
toneladas /ano, quase um quarto deles eram reciclados na fábrica que ontem foi
devorada pela chamas.